"Cisne Negro"

Sei que pode parecer um absurdo alguém que gosta tanto de filmes demorar para assistir a um dos indicados ao Oscar, no início do ano. Mas por algum motivo inexplicável eu não tinha vontade de assistir a "Cisne Negro", isso até sábado, claro, quando resolvi entender o porque de tanta adoração. Terei que confessar: me surpreendi e adorei.

"Cisne Negro" é um drama com muito suspense. E é, justamente, esse suspense todo que te envolve do início ao fim, fazendo com que você tenha até medo de piscar demorado demais e perder alguma cena. A bailaria Nina Sayers (Natalie Portman) dedica a sua vida ao ballet e agora tem a chance de ser a "primeira bailarina" da companhia de Tomas Leroy (Vincent Cassel). Para isso ela terá que provar que pode interpretar uma nova versão de o "Lago dos Cisnes" de Tchaikovsky.

Para quem não conhece a história, Nina terá que interpretar uma princesa que vira um cisne e precisa encontrar o verdadeiro amor para voltar a ser humana. Ela conhece um príncipe que no final a troca por uma outra mulher. Basicamente é isso, e Nina terá que viver as duas mulheres. Odette, o Cisne Branco, é fácil para ela, afinal, é uma garota pura e encantadora, exatamente como a princesa. Já Odile, o Cisne Negro, é sensual, sedutora, tudo o que Nina não é na vida real. E é essa necessidade de mudança que começa a influenciar a vida da fria Nina e tranformá-la em uma garota totalmente diferente.

Além de Natalie e Vincent Cassel, que está muito bem no papel do nojento Tomas, outros dois personagens deixam essa narrativa mais intens: a mãe de Nina, Erica, interpretada pela atriz Barbara Hershey, que abandonou a carreira como dançarina quando engravidou e por isso, exige da filha a realização do seu sonho; e uma nova bailarina, que chega como forte concorrente, Lilly (Mila Kunis), que é exatamente o que Nina precisa aprender a ser: sexy e sedutora.


Além da história envolvente e da ótima trila musical que expressa exatamente a ansiedade de saber qual será a próxima cena, ponto positivo também para a beleza das mulheres que atuam neste filme. Natalie está deslumbrante e com uma atuação impecável mostra porque ganhou o Oscar de melhor atriz. Mila Kunis é sensual, engraçada e carismática. Posso apostar que todos os homens que já assistiram perderam algumas noites de sono lembrando da cena dela na cama. E os que não assistiram, vão assistir agora. Créditos também para a pequena, mas bela participação de Winona Ryder (ela era a primeira bailaria da companhia, mas se aposenta dando lugar a Natalie).


A riqueza de detalhes é algo que encanta também. Os momentos mais tensos do filme são cercados de pequenas coisas, como uma unha caindo ou uma pele do dedo sendo arrancada. A maquiagem das personagens, principalmente no final durante a apresentação da peça, chama muito atenção pela maneira como foi perfeitamente pensada. Os efeitos do filme, como o jogo de  luzes na noite que Nina e Lilly vão para uma casa noturna, valorizam ainda mais as cenas. Enfim, se eu tivesse a honra de ter votado nos premiados para o Oscar, este seria o meu voto.
"Cisne Negro" "Cisne Negro" Reviewed by Mayara Munhoz on 18:49 Rating: 5

3 comentários:

Ivo Felipe disse...

A atuação da Natalie Portman nesse filme é sensacional. Acho que, de longe, foi o Oscar mais merecido dos últimos anos.

Muito bem escolhido o filme do post! E a autora do blog tá perdoada por ter demorado tanto pra vê-lo. Hahaha

Marcio Porto disse...

Boa, boa. Realmente, o filme é foda. E, se serve de consolo, este que lhe escreve também demorou para assistir.

Natalie Portman pouca comentários, sua atuação e beleza.

A cena que ela "mata" a amiga em frente o espelho, se de efeito estético batido, traz inúmeras reflexões.

Boa pedida, querida! Aguardo mais críticas da Sétima Arte aqui.

Beijos

luizFM disse...

Ah! vá? Ontem assisti Homem de Ferro 2 e outro dia assisti o filme que a Sandra Bullock ganhou o Oscar dois anos atrás...tô atualizado?

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