De Repente 30

Uma das minhas comédias românticas favoritas é “De Repente 30”. Já pensei em escrever sobre ela aqui várias vezes. Então, nesse quente domingo de Carnaval, peguei o filme desde o começo na FX e resolvi contar mais sobre ele para vocês.


Jenna Rink (Jennifer Garner) é uma garota nada popular. Em seu aniversário de 13 anos, após ser humilhada pelos colegas da escola, ela pede desesperadamente para ter 30 anos. Quando acorda, na manhã seguinte, a surpresa: seu desejo se realizou. Com um corpo de 30 e uma cabeça de 13, Jenna se vê perdida sem saber o que aconteceu durante os 17 anos que se passaram. Com a ajuda do seu melhor amigo de infância, Matt (Mark Ruffalo), ela descobre que se tornou uma pessoa bem diferente do que era. Não fala direito com os pais, não é mais amiga de Matt e é capaz de qualquer coisa para se dar bem no trabalho. E assim, ela começa uma busca pela Jenna que ela era aos 13 anos.


O diretor do filme é Gary Winick. O americano que faleceu no início de 2011, também dirigiu "Noivas em Guerra", que publiquei há dez dias. Na crítica do filme de Anne Hathaway, contei um pouco mais sobre esse diretor que também fez "Cartas para Julieta". E ele consegue transformar um roteiro completamente clichê em algo bem agradável de se assistir.


O filme, que foi lançado em 2004, faz alusão à passagem da infância para a adolescência. Aquele pressa de se tornar adulto que todo mundo sempre tem. Durante a trama, a vida vai mostrando que ser criança é a melhor parte da vida. Começar um trabalho, enfrentar os desafios, lidar com pessoas querendo te derrubar e com envolvimentos amorosos, não é nada fácil. A moral do filme já pode ser entendida por aí. A valorização de cada época da vida, dos amigos verdadeiros e a importância de se ter caráter.

Destaque para a boa atuação de Jennifer Garner, de "Demolidor". A americana de 39 anos tem uma beleza exótica. Ela consegue dar um ar de garota de 13 anos à uma mulher de 30. As cenas em que ela escolhe roupas são demais. Não podemos esquecer Lucy (Judy Greer), que é a melhor amiga de Jenna. Desde esse papel, fiquei com a impressão de que Judy Greer sempre interpreta melhores amigas. Apesar disso, é uma ótima atriz. Atualmente está no seriado "Two and a Half Men", como Bridget, ex-esposa do Walden Schmidt (Ashton Kutcher).


Mark Rufallo, de "E se fosse verdade", também está muito bem. Matt, seu personagem, precisa lutar contra o amor que sente por Jenna e contra a rejeição que sofreu dela quando era criança. O mais surpreendente é que Mark gravou "De Repente 30" depois de se recuperar de um tumor cerebral. Em 2002, ele foi diagnosticado com a doença e precisou passar por uma cirurgia. Apesar de benigno, Mark ficou um período com uma paralisia facial parcial, mas depois se recuperou totalmente.

Duas cenas são as minhas preferidas do longa. Primeiro, em uma festa da revista em que trabalha, Jenna dá um show. Ao perceber que os convidados estão desanimados, ela pede para o DJ trocar de música. Sozinha, ela começa a coreografia de "Thriller" de Michael Jackson. Aos poucos todos vão se juntando a ela e a festa vira um sucesso. A segunda cena é a festa que Jenna faz com suas novas amigas em seu apartamento. A famosa festa do pijama. Após beijar Matt, pela primeira vez, ela reúne quatro amigas do prédio, de cerca de 13 anos, e se diverte muito no seu quarto. Dá saudade da infância.


Uma história muito bacana e que agrada. Se você ainda não viu, o que acho bem difícil porque é um filme que sempre passa na televisão, vale muito a pena assistir. 
De Repente 30 De Repente 30 Reviewed by Mayara Munhoz on 22:19 Rating: 5

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