Like Crazy

“Eu achava que entendia, mas não era verdade.
 Eu precisava acreditar nisso, em você e eu.”

Fazia um bom tempo que eu não assistia a um filme que mexesse tanto comigo. “Like Crazy”, sem nenhuma previsão de lançamento no Brasil é um romance simples e benfeito. A história aborda o temido relacionamento à distância com naturalidade e consegue demonstrar o amor verdadeiro com facilidade.

Anna (Felicity Jones) é uma garota inglesa que estuda em Los Angeles. Lá, ela conhece Jacob (Anton Yelchin). Depois de um café, os dois começam a se conhecer e a viver uma bonita história de amor. O relacionamento está indo muito bem, até que chega o dia que Anna precisa retornar à Inglaterra, pois seu visto de estudante venceu. Apaixonada, a garota ignora a lei e resolve ficar durante o verão ao lado de Jacob. Anna viaja então para passar uma semana na Inglaterra. Na volta, sua permanência irregular de verão é descoberta pelos oficiais americanos e garota acaba deportada. A distância começa a afetar o relacionamento. Com a diferença de fuso horário, a comunicação entre os dois fica cada vez mais difícil. E então, surgem outras pessoas na vida de cada um. Anna e Jacob precisam descobrir se o amor deles supera tudo até que ela consiga a liberação de um novo visto.



A história é clichê: casal se apaixona, surge um problema e eles precisam lutar para ficar juntos. Porém, a maneira como o diretor Drake Doremus (“Spooner”) conduziu as cenas fez com que “Like Crazy” se tornasse um dos melhores filmes do gênero. Não à toa, venceu a principal categoria – melhor filme - do Festival de Sundance de 2011. A atriz Felicity Jones também venceu o festival na categoria melhor atriz. O surpreendente é que o longa custou apenas 250 mil dólares para ser produzido e foi gravado em 20 dias. Fica quase impossível acreditar que algo feito assim, tenha tido um resultado tão positivo.

Além de uma história bem conduzida, a química entre Felicity e Anton é ótima. A naturalidade e o entrosamento do casal sobressaem. Isso é visto, principalmente, nas cenas em que há poucos diálogos. Os olhares entre dois falam muito mais do que as próprias falas. Anton Yelchin, do reboot de “Star Trek”, atua quase perfeitamente. Feliticy está ótima também, mas é o rapaz quem consegue passar a dor da distância com seu olhar.


O filme emociona em vários momentos. A maneira como o amor dos dois é passado por tantas provas é forte demais. Muitas pessoas – me incluo nisso – gostam de letras de música porque elas falam por elas mesmas. Nesse aspecto, “Like Crazy” se parece com uma canção. A identificação com o público acontece naturalmente. As situações dramáticas aparecem da forma mais cotidiana possível. Bem diferente do que vemos em outros filmes, que abusam dos momentos exagerados e irreais. Essa maneira "indie" de fazer amor também pode ser vista no queridinho “500 dias com ela”. A principal lição que se pode tirar da história é clichê: a paciência é a grande receita de um amor duradouro.


“Like Crazy” já promete ser bom desde o trailer. Além de mostrar exatamente o que você pode esperar do longa, conta com uma música incrível de fundo. A versão de “I Can’t Help Falling In Love With You”, de Elvis Presley, cantada por Ingrid Michaelson. Vale a pena procurar a música para ouvi-la separadamente.

Espero que outros diretores assistam ao filme e se inspirem. Apesar de eu acreditar que tratar de amor de forma tão delicada, não seja uma tarefa fácil.  Arrisco terminar essa crítica dizendo que “Like Crazy” é um dos filmes mais lindos que vi na minha vida. Vale a pena procurá-lo para baixar.

Assista ao trailer de “Like Crazy”:

Like Crazy Like Crazy Reviewed by Mayara Munhoz on 02:37 Rating: 5

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