Mesmo com Julia Roberts, falta gás a "Espelho, espelho meu"

Na falta de um, dois filmes que revisitam a história de "Branca de Neve e os Sete Anões" estream em 2012. "Branca de Neve" (Snow White), com Kristen Stewart, da franquia "Crepúsculo", chega ao Brasil apenas em junho. Já "Espelho, espelho meu", com uma Julia Roberts ("Erin Brocovich", "Uma linda mulher" e tantos outros) bem confortável na pele da Rainha Má, estreia nessa sexta, 6 de abril. E a diva é o que o filme tem de melhor.

Julia está engraçada como vilã, tipo de papel raríssimo na filmografia dela. Vale dizer, contudo, que por se tratar de uma vilã de contos de fadas, categoria de papel um tanto "café-com-leite", o longa não testa a a capaciade da atriz de dar vida a antagonistas. Como comediante, porém, Julia mostra mais uma vez estar mais do que aprovada.


Cabem a Julia Roberts e a Nathan Lane ("Os Produtores"), que vive Brighton, uma espécie de faz-tudo da rainha, os momentos mais engraçados do filme que patina entre ser um longa de aventura com pitadas dramáticas ou uma comédia rasgada. E esse é um de seus problemas.

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A história todo mundo conhece. Após a morte do rei, a vaidosa e gananciosa rainha madrasta maltrata sua linda enteada, temendo que a garota se torne mais bonita do que ela. A rainha manda então que um criado mate a garota na floresta. Com dó e sem coragem, o criado poupa a vida da menina, que se junta a um bando de sete anões para sobreviver. Com a ajuda de um espelho mágico, a rainha descobre a farsa do criado e segue atazanando a vida da garota como pode.

Se tivesse se lançado à comédia, o filme do diretor indiano Tarsem Singh ("A Cela") seria melhor. Mas como tenta emocionar em alguns momentos, até com uma leve pitada de crítica social, acaba ficando aquém do que projeto prometia em uma primeira olhada. Figurinos e cenários estão impecáveis. A nova origem criada para os anões também é muito boa, bem como a atuação de todo o hepteto. As cenas em que Julia contracena com o espelho mágico são visualmente impressionantes. Mas falta gás ao roteiro à medida que a história se aproxima do desfecho.


Uma explicação para a falta de pegada está na escolha de Lily Collins para o papel de Branca de Neve. Uma atriz com mais presença de tela tornaria mais crível a reviravolta enfrentada pela princesa, que nesse filme é muito menos passiva e inocente do que na história original. O Príncipe Wallcott, interpretado por Armie Hammer ("A Rede Social"), também bem poderia ter sido interpretado por um ator com mais rodagem. Juntos, era de se imaginar que príncipe e princesa não empolgariam como casal.

Mas o grande problema de "Espelho, espelho meu" é mesmo a falta de definição quanto ao gênero a que deseja pertencer. Nunca chega a ser engraçado ou nonsense o suficiente para ser uma comédia. Não tem tantas cenas ação que possam colocá-lo na categoria aventura. E, com um casal de protagonistas sem nenhuma química, também não consegue tomar a segura via do romance infanto-juvenil e arrancar suspiros da plateia.


Uma boa ideia, com bons momentos e um grande orçamento, mas que não engrena. Essa é a minha definição para "Espelho, espelho meu". Em tempo: Tarsem, my friend, o final boolywoodiano era mesmo necessário?
Mesmo com Julia Roberts, falta gás a "Espelho, espelho meu" Mesmo com Julia Roberts, falta gás a "Espelho, espelho meu" Reviewed by Diego Iwata Lima on 22:14 Rating: 5

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