Miley Cyrus tenta, mas não estraga "A Última Música"

Dos sete filmes baseados na obra de Nicholas Sparks, "A Última Música" foi o único que conheci primeiramente como livro. Sempre faço o contrário. Inclusive devo começar a ler "Um Homem de Sorte" em breve.

Em "A Última Música", produzido pela Disney, Ronnie (Miley Cyrus) é uma adolescente que se torna rebelde após a separação dos pais. Ao lado do irmão mais novo Jonah (Bobby Coleman), Ronnie vai passar o verão na casa de seu pai Steve Miller (Greg Kinnear). Sem falar com o pai, ela passa seus primeiros dias preocupada em sumir o máximo de tempo da vista dele e ignorá-lo. É quando ela conhece Will (Liam Hemsworth), um jogador de vôlei, e dá início a um bonito romance de verão.

Mas a história de amor dos dois não é o único foco do filme. A relação entre pai e filha e a paixão pela música e pelo piano que os une também fazem parte da história. Um misterioso incêndio na igreja da cidade que também envolve Steve é outro ponto interessante. 

Mesmo uma boa história pode não dar certo quando a atuação de um dos personagens principais não é, no mínimo, aceitável. "A Última Música" é um bom exemplo disso. A crítica não perdoou a péssima atuação de Miley Cyrus, no filme lançado em 2010. E, infelizmente, eu terei de concordar com todos que colocaram a culpa do fracasso do filme na estrela da Disney.


A jovem cantora, filha do cantor country Billy Ray Cyrus, ficou conhecida por interpretar a Hannah Montana, na série de sucesso homônima do Disney Channel. Como cantora, Miley tem mais de 20 milhões de álbuns vendidos. Como atriz, uma enorme legião de fãs adolescentes. Só que nos últimos anos, a estrela teen resolveu tentar escapar um pouco de Hannah. Seu primeiro desafio foi "A Última Música". E pelo que foi apresentado no longa, ela deveria desistir da ideia para não perder os fãs que já conquistou.


Não tenho nada contra a atriz, até acho que as suas atuações no seriado da Disney são boas. Já vi alguns episódios e até o filme e achei bem razoável para o seu gênero. Mas Miley não funciona em "A Última Música". A atriz parece não ter talento para drama. Suas expressões são fracas e não passam emoção alguma. Se Miley não estiver sorrindo ou chorando, fica difícil saber o que a personagem precisa transmitir.

O filme só não é um desastre total porque do outro lado do par romântico está Liam Hemsworth. Em 2010, ele ainda era um rosto desconhecido. Hoje a história mudou um pouco. Liam está nas telonas de cinema no pele de de Gale Hawthorne, o melhor amigo de Katniss Everdeen, em “Jogos Vorazes”. Mas o seu talento já pode ser visto neste longa. Liam consegue dar alma ao personagem e passar a imagem de jovem apaixonado que Nicholas Sparks escreve perfeitamente. E claro, vale a menção de que Liam também fica muito bonito com cabelos loiros. 


Além dele, Greg Kinnear e Bobby Coleman também dão um show. O primeiro é o pai de Ronnie, o ótimo ator que já foi indicado ao Oscar por sua atuação em "Melhor é impossível". Principalmente na fase final do filme, Greg está impecável. O segundo é o irmão mais novo de Ronnie. Bobby é carismático, e assim como em "Um Homem de Sorte", Sparks faz com que você se apaixone pela criança da história. 

A diretora Julie Anne Robinson fez sua estreia nas telonas com "A Última Música". Para quem gostou do seu trabalho, ela está por trás também de "Como Agarrar meu Ex-namorado", que ainda está no cinema em alguns lugares do Brasil. Dos livros de Nicholas Sparks que foram adaptados para filme, este foi o único que não foi produzido pela Warner Bros. Tanto que no mesmo ano foi lançado "Querido John", que foi quase concorrente de "A Última Música" pela proximidade das estreias. Talvez esse também tenha sido um dos motivos que levou o filme a não obter o mesmo sucesso que os outros filmes de Sparks. Não que a Disney não tenha feito um bom trabalho, mas particularmente acredito que a Warner faria melhor. 


Apesar da escolha errada para atriz principal, "A Última Música" não é de se jogar fora. Afinal, a história foi escrita por Nicholas Sparks. Ou seja, garantia de uma boa história de amor verdadeiro, com um conflito de arrepiar e um final que arranca lágrimas de toda a plateia. Ou seja: tudo que um fã de Nicholas Sparks mais deseja. 
Miley Cyrus tenta, mas não estraga "A Última Música" Miley Cyrus tenta, mas não estraga "A Última Música" Reviewed by Mayara Munhoz on 14:28 Rating: 5

5 comentários:

Anônimo disse...

Eu descordo com voc, o filme é lindo e emocionante, a miley fez uma perfeita atuação
essas criticas pra mim, é tudo inveja do talento que ela tem de cantar e atuar!!!

Tudo sobre Stardoll que você não Sabe. disse...

Pra mim ela foi a atriz IDEAL pro filme, ela combina com drama SIM!

Gabriela junkes disse...

olha pode ate ser mais,porem você n tá vendo o quanto o filme tá sendo ´´ contrabandeado`` por exemplo você fala que tá lendo o livro do filme e o seus colegas já começam a discutir sobre opiniões diferentes. você já olhou quantos acessos o filme tem no youtube ou em sites de filmes separados ou então no netflix então, não é por nada mais sabes a minha opinião é que se vc tem alguma coisa pra falar da miley n fala porque as swiler podem começar a fazer uma revolta contra vc a e a miley n gosta de ter feito a Hannah ou se chamar ex-Hannah saco mané !!

Andressa disse...

Vale lembrar que Nicholas Sparks escreveu esse livro PARA A MILEY, PRA ELA estar no papel. Nao ficaria bem em nenhuma outra atriz.

Anônimo disse...

A Miley simplesmente acabou com a personagem, não passava nenhuma emoção, difícil de interpretar o que a personagem estava sentindo.

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