"Um Homem de Sorte" é presente para românticos incuráveis

Zac Efron tirou essa semana para me surpreender. Depois da boa atuação em "Noite de Ano Novo", assisti a "Um Homem de Sorte" e fiquei bem satisfeita com o que vi. Seis anos se passaram desde o primeiro "High School Musical" e Efron cresceu. Com 24 anos, o ator parece ter aprendido a fazer mais do que cantar e dançar - além de ter ganhando alguns belos músculos. 

"Um Homem de Sorte" é a adaptação para o cinema do livro homônimo do escritor Nicholas Sparks, que há tempos figura na lista dos mais vendidos em todo o mundo. Sete de suas obras já se tornaram filmes, entre elas "O Diário da Paixão", "Querido John" e "Um Amor para Recordar". Pelo histórico, você já sabe o que esperar ao entrar na sala de cinema para assistir ao filme. Um longa romântico, com um conflito e uma tragédia e aquele ar de anti-modernidade que já faz parte do estilo sparksiano, como é conhecido. 
Na história, Logan (Zac Efron) é um fuzileiro naval em seu terceiro turno de serviço no Iraque. Depois de escapar da explosão de um morteiro por causa de uma foto que encontrou, ele passa a acreditar que o objeto é uma espécie de amuleto da sorte. Ao retornar para a casa, decide ir atrás da garota que estampa a foto e que ele acredita que o fez sobreviver a guerra. Por causa de um farol, ao fundo da foto, ele chega até a cidade Hamden, em Connecticut. Lá conhece Beth (Taylor Schilling), uma mãe divorciada, que mora com a avó e tem um hotel para cães. Quando Logan vai explicar o motivo de sua visita, Beth se confunde e acha que ele está lá pela vaga de auxiliar no hotel e o contrata.

Aos poucos, Logan mostra que é um homem determinado, cheio de habilidades e de bom caráter. Não demora muito para que ele conquiste o pequeno Ben (Riley Thomas Stewart), filho de Beth, a avó Ellie (Blythe Danner) e, claro, o público. Só Beth insiste em manter um pé atrás com o forasteiro, dando o primeiro sinal da atração incontrolável que existe entre os dois. O motivo principal disto é Keith (Jay R. Ferguson). Além de xerife da cidade, ele é o ex-marido possessivo de Beth, que fará de tudo para atrapalhar o romance dos dois.


“Um Homem de Sorte” não consegue, e nem tem a pretensão, de escapar dos clichês de filmes românticos. É um romance bem água com açúcar, daqueles que te faz sair do cinema pisando nas nuvens e sonhando com o príncipe encantando. Mas o longa não é feito só de frases apaixonadas, também conta com cenas engraçadas que o deixam mais leve.

Além de Efron, a atuação do pequeno Riley Thomas, de “Um Novo Despertar”, também merece elogios. Cheio de carisma, Riley consegue dar vida a um garoto extremamente inteligente, que tem mil habilidades e que se divide entre fazer o que realmente gosta e agradar o seu pai, contrário a alguns de seus hobbies - como tocar violino, por exemplo. O filme tem outro grande nome por trás das câmeras, além de Sparks. O diretor Scott Hicks, dos ótimos “Neve sobre os cedros”, "Lembrança de um Verão" e “Shine – Brilhante”, consegue transformar o espírito sparksiano em um agradável longa para fãs do gênero.

A fotografia do filme dispensa comentários. É um espetáculo à parte. A cidadezinha de Hamden é bem calma, repleta de árvores e com um clima muito convidativo - exatamente o que um soldado traumatizado com as mortes da guerra procura para viver. Não é muito difícil entender por que Logan se apega tanto à cidade, as pessoas e até aos cachorros.


Duas curiosidades que não posso deixar de citar. Quando Logan diz para Beth que foi andando do Colorado até Hamden, ela acha que ele é louco. Depois de pesquisar, concordei com ela. São 3.057 quilômetros de distância entre as cidades. É como andar de São Paulo até Porto Velho, em Rondônia. E, em falar em Beth, alguém mais achou impressionante a semelhança da atriz Taylor Schilling com a atriz brasileira Bianca Bin? 

Talvez "Um Homem de Sorte" não agrade a todos, principalmente aqueles mais frios que acham filmes com clichês românticos chatos e batidos. Mas, o filme não só isso. É também uma bonita história de amor, com drama e conflitos. Para alguns o filme pode ser meloso demais, mas eu prefiro elogiar Sparks e Hicks por produzirem uma obra de amor capaz de arrancar suspiros e conquistar corações nos dias atuais.

Sim, talvez essa visão seja culpa do fato de eu ser uma romântica incurável e uma fã de Nicholas Sparks, desde "Um Amor para Recordar". Mas, "Um Homem de Sorte" faz valer o ingresso do cinema para aqueles que ainda acreditam em histórias de amor verdadeiro.

Confira os comentários de Zac Efron, Taylor Schilling e Nicholas Sparks sobre o filme:


"Um Homem de Sorte" é presente para românticos incuráveis "Um Homem de Sorte" é presente para românticos incuráveis Reviewed by Mayara Munhoz on 15:06 Rating: 5

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