História real conquista o público em "Para Sempre"

Precisei assistir duas vezes ao novo romance de Rachel McAdams e Channing Tatum, “Para Sempre”, antes de conseguir escrever sobre ele. A primeira vez foi tão impactante que foi difícil organizar os pensamentos e colocá-los no “papel”.

Sou uma grande admiradora de romances impossíveis, daqueles que fazem com que qualquer garota fique sonhando por dias com a história. Nicholas Sparks é craque em criar histórias assim. “Para Sempre” poderia muito bem ter sido escrito por Sparks. Mas esta história vai além disto. Por ser real. O fato de você saber que tudo aquilo que está acontecendo na tela do cinema já aconteceu de verdade é o ponto alto da história. O amor vivido pelo casal principal e as dificuldades enfrentadas para que eles pudessem ficar juntos e serem felizes são inspiradores.

No filme, Rachel McAdams é Paige. Uma garota rica, que infeliz com o curso de direito que o pai desejava que ela cursasse, resolve largar tudo, mudar-se para a cidade e estudar arte. No meio do caminho, ela conhece Leo (Channing Tatum). Em pouco tempo, eles se apaixonam perdidamente, se casam e vão morar juntos. Quatro anos depois, em uma noite de nevasca, o casal sofre um acidente de carro e Paige fica em coma. Ao acordar, Leo descobre que a memória da esposa apagou os últimos cinco anos. Ou seja: ela não se lembra dele e muito menos de que era casada com ele. É então que ele precisa ajudar Paige a retornar à sua rotina, na esperança de que isso a ajude a recuperar a memória perdida.


A história escrita e vivida pelo casal Kim e Krickitt Carpenter, na vida real, já é ótima. Mas, com certeza, é a atuação quase perfeita da dupla McAdams e Tatum que faz com que “Para Sempre” seja um dos mais belos romances hollywoodianos a que já assisti. Rachel McAdams que ganhou destaque no cinema atuando em outro bom romance, “Diário de uma Paixão”, convence mais uma vez no papel de mulher apaixonada. No papel de Paige, além de conquistar a todos, ela ainda prova que fica linda de qualquer jeito. Seja com cabelo preto e curtinho, seja com cabelo castanho e desarrumado ou com o seu habitual loiro escuro com franja - as fotos escolhidas para ilustrar essa crítica mostrar bem isso. Em cada uma ela está com um cabelo diferente.


Channing Tatum, que começou a carreira no ótimo “Coach Carter” e foi bem em “Ela Dança, Eu Danço”, “Querido John” e recentemente em “Anjos da Lei” (que ele também produziu), parece estar se tornando o novo queridinho de Hollywood. Nessa parte, terei de confessar algo: sou fã de Tatum. Ele não é o melhor ator do mundo, mas gosto da sua maneira de atuar, desse jeito meio inocente misturado com um lado mais bruto, por causa do seu tamanho. Além, claro, de ele ser um ator muito bonito e que se encaixa bem nesses papéis de cara apaixonado, que sofre pela mulher amada.

A química entre Rachel e Tatum era visível. Se Channing já não fosse casado com a bela Jenna Dewan desde 2006, com quem fez “Se Ela Dança, Eu Danço”, poderíamos desconfiar que a química entre o casal protagonista do filme foi bem real. Talvez isso seja culpa de Rachel, que tem a habilidade de passar essa verdade em seus papéis -  principalmente quando vive garotas apaixonadas. Essa química, aliás, rendeu à dupla a indicação ao prêmio de Melhor Beijo, do MTV Movie Awards. Seria um bicampeonato para Rachel, que já venceu uma vez ao lado de Ryan Gosling, em “Diário de uma Paixão”. Mas ela não levou o troféu da pipoca dessa vez. O casal da série "Crepúsculo" conquistou a categoria pela segunda vez.


O longa foi dirigido por Michael Sucsy. O diretor inexperiente, que só tem “Grey Gardens” em seu currículo, não tinha uma missão difícil. Transformar a bela história de Kim e Krickitt em um filme não era muito difícil. Mas ele poderia ter sido melhor. Em alguns momentos, o filme parece estacionar. Apesar disso, Sucsy não comete nenhum erro que comprometa o sucesso de “Para Sempre”. A prova disso é que o filme já faturou mais de 120 milhões de dólares somente nos Estados Unidos.

 Os personagens coadjuvantes, apesar de não receberem muita importância na história, também não deixam a desejar. Rita e Bill Thornton, pais de Paige, são interpretados por Sam Neill e pela espetacular Jessica Lange. Scott Speedman é Jeremy, o ex-noivo de Paige, e Jessica McNamee é Gwen, a irmã da garota. Aliás, uma curiosidade, é que não é apenas o sobrenome parecido que Rachel e Jessica possuem em comum. As duas bem que poderiam ser irmãs também na vida real. Existe uma semelhança física bem visível entre as duas atrizes.


“Para Sempre” é uma boa opção para quem gosta de lindos romances. O mais interessante é lembrar que a história é real e aconteceu com um casal de verdade. Ou seja, os clichês que vemos no longa aconteceram na vida deles também. Afinal, não é só nas telas de cinema que os casais apaixonados vivenciam cenas piegas, não é?
História real conquista o público em "Para Sempre" História real conquista o público em "Para Sempre" Reviewed by Mayara Munhoz on 00:10 Rating: 5

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