“O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” traz Dr. Seuss para o século 21 com sucesso

Tenho um querido amigo (beijo, Marcel!) que sempre me dá dicas de bons livros, filmes e restaurantes para aumentar o meu conhecimento sobre as coisas boas da vida. Uma de suas indicações mais recentes foram os livros de Dr. Seuss. Sem tempo, com o retorno às aulas, acabei não conseguindo lê-los. Mas aproveitei a indicação para assistir a “O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida”, uma animação que eu estava querendo ver há tempos.

A animação estreou nos cinemas brasileiros em março deste ano, mas não causou grande alvoroço entre as crianças daqui. Ao contrário das salas americanas, onde “O Lorax” bateu recordes de bilheteria. Em sua semana de estreia, o filme arrecadou US$70,2 milhões. Para ter uma noção do tamanho do sucesso, “A invenção de Hugo Cabret” – que ganhou cinco Oscar em 2010 – precisou de três meses para faturar US$71,3 milhões.

O motivo desse sucesso avassalador é o nome por trás da história. Theodor Seuss Geisel (1904 - 1991), mais conhecido como Dr. Seuss, é o escritor infantil mais famoso dos Estados Unidos. Com mais de 60 títulos publicados e mais de 100 milhões de exemplares vendidos, Dr. Seuss é conhecido pelo seu jeito bem-humorado e por ser adepto do uso de rimas.

Rimas, aliás, que não faltaram em “O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida”. A animação foi adaptada do livro publicado em 1971 por Dr. Seuss. Apesar de o título receber o nome do Lorax, é o garoto Ted que ganha o papel de personagem principal. Ted (voz de Zac Efron) vive na maravilhosa cidade de Thneedville, toda feita de plástico e sem nenhum contato com a natureza. Apaixonado pela jovem Audrey (voz de Taylor Swift), ele não mede esforços para realizar o grande sonho da garota: encontrar uma árvore verdadeira. Para isso, com a ajuda de sua avó Norma (voz de Betty White), ele deixa a cidade para encontrar o misterioso Umavez-ildo (voz de Ed Helms). E é Umavez-ildo que irá contar a história de como Thneedville nasceu, de como o Lorax (voz de Danny DeVito) – o guardião da floresta – apareceu na vida dele e como Ted pode encontrar uma trúfula (árvores coloridas e fofas).

O que mais chamou a minha atenção na animação foi a maneira escolhida pelos diretores Chris Renaud e Kyle Balda, responsáveis também pelo ótimo “Meu Malvado Favorito” (que também foi produzido pela Universal Pictures e pela Illumination Entertainment), para contar a história de Ted, Lorax e Umavez-ildo. É possível perceber o cuidado que os diretores tiveram para passar a mensagem do filme de forma delicada e que fosse entendida pelas crianças – o público alvo – mas também pelos adultos.


“O Lorax” traz uma grande lição de moral que, mesmo escrita em 1971, ainda aborda um tema bem atual: a conscientização em relação à preservação da natureza. O filme aborda também as consequências de se deixar a ambição falar mais alto e de como isso afeta as pessoas e o mundo ao redor. No caso da animação, a ambição de um jovem destruiu todas as árvores do mundo e fez com que o vilão da história, o Sr. O’Hare (voz de Rob Riggle), se tornasse o dono de Theedville por ser o único a conseguir vender ar puro, que deixou de existir pela falta de árvores.

Outro ponto positivo, mas do qual sou suspeita para falar, são as músicas do filme. Adoro animação com músicas, como “Enrolados” que é uma das minhas prediletas. “O Lorax” ainda consegue ser melhor em uma coisa: todas as músicas são com rimas, claro, seguindo a linha do Dr. Seuss. As histórias contadas pelos personagens também sempre rimam, fazendo com que a narrativa fique bem mais divertida que o normal. E não posso terminar essa crítica sem citar os lindos animais da floresta onde o Umavez-lido chega antes da destruição das trúfulas. O ursinho, que não tem nome, que mais aparece nas cenas, é uma graça. Dá vontade de arrancá-lo da televisão só para poder abraçá-lo bem apertado.


Os livros de Dr. Seuss já renderam outros filmes como: "Grinch" (2000), "O Gato" (2003) e "Horton e o Mundo dos Quem" (2008). Depois de assistir a “O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” já não vejo a hora de ver uma nova adaptação das histórias do escritor americano. Enquanto isso, acho que vou seguir a dica do meu amigo e devorar alguns de seus livros.
“O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” traz Dr. Seuss para o século 21 com sucesso “O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” traz Dr. Seuss para o século 21 com sucesso Reviewed by Mayara Munhoz on 23:07 Rating: 5

Um comentário:

Marcel disse...

Ainda não o assisti, Cinestrela, por isso não posso concordar ou discordar, mas penso em ver assim que puder. Sem delonga, sem enrolação, apenas acompanhado de uma pipoca esperta temperada com ajinomoto e manteiga derretida! hahahaha. O Dr. Seuss é um cara singular. Principalmente por conseguir passar mensagens positivas em meio a pequenas historinhas (e fazendo boas jogadas gramaticais com rimas!). É demais. Valeu pela consideração e pela crítica ao filme. Além de ter ficado bem argumentada, verei Lorax por causa dela. Um beijão!

ps: não é impressionante ele ter pensado na consequência de destruirmos a natureza nos anos 70? Parece que o tema só entrou em pauta recentemente. Não para ele, né? Que já naquela época aproveitou o talanto de escritor para educar a molecadinha.

ps2: o livro digitalizado desta história para o iPhone ficou bem legal! hahahaha. Tem narrador profissional e as ilustrações são interativas.

Assinado: o mano das "dicas de bons livros, filmes e restaurantes para aumentar meu conhecimento sobre as coisas boas da vida" hahahaha.

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