"Amanhecer - Parte 2" é o melhor da série. E também pode agradar aos não-iniciados

Desde o início, "A Saga Crepúsculo" dividiu opiniões. Os fãs dos livros não pouparam elogios aos filmes,  transformando a franquia em um fenômeno. Os críticos mais ácidos, por outro lado, consideram-na uma das piores séries do cinema de todos os tempos. Eu sou uma fã. Não daquelas de carteirinha, que sabe tudo sobre a série, que acompanha a vida dos atores e que até chorou com a separação do casal de protagonistas na vida real. Mas li todos os livros (mais de uma vez) e assisti a todos os filmes. Nos últimos meses, esperei ansiosamente pela parte final de "Amanhecer", e não me decepcionei - nem um pouco - quando fui ao cinema assisti-la.

É, por essa razão, importante avisar você que o texto abaixo é para iniciados. Não estão aqui explicações sobre quem é o que, porque e quando. Se você não tiver assistido aos filmes anteriores - o último em especial -, a resenha abaixo vai  parecer escrita em japonês. Mas espere! Antes de dizer tchau a você, que não sabe nem quem é o Edward, só queria dizer que "Amanhecer - Parte 2" pode e vale a pena ser visto por quem nunca teve contato com Crepúsculo. É possível entender o que acontece e divertir-se, porque o roteiro deste quinto longa é muito superior aos anteriores. Bastante criativo. Há menos momentos melosos. A conclusão da história água-com-açúcar da adolescente chata ganha ares adultos e cara de thriller de ação neste último episódio. Com uma virada espetacular no roteiro, que tem deixado salas de cinema de queixo caído.

O filme começa exatamente onde parou na primeira parte: quando Bella (Kristen Stewart) abre os olhos após a tão esperada transformação em vampira. Edward (Robert Pattinson) é a primeira pessoa que ela vê. Sua filha Renesmee, ainda bebê, é a terceira - logo após rever o amigo Jacob (Taylor Lautner). Tudo caminha muito bem até que os Volturi resolvem travar uma batalha com a família Cullen, pensando que Renesmee é um bebê imortal - bebês criados por vampiros que não conseguem controlar a sede. Assim, Bella, Edward e toda a família reúnem amigos para enfrentar os Volturi em uma batalha épica.

Épico pode ser um adjetivo clichê. Mas é exatamente ele que define a batalha travada entre os Cullens, seus amigos e os lobos, contra os Volturi e suas testemunhas. Cenas de arrepiar qualquer um - até mesmo aqueles que não gostam da saga. A batalha também é a melhor parte do filme e do roteiro. Quem acompanhou as notícias antes do lançamento.sabia que haveria uma grande alteração na trama. Mas, sinceramente, eu não esperava algo tão grande.

"Amanhecer - Parte 2" é o melhor filme da saga. Disparado. Não tem comparação com os outros filmes. Há melhoras significativas tanto no roteiro, quanto nos efeitos especiais. É um filme completo, com drama, comédia, romance e ação. Este filme é mais movimentado que seu antecessor. Os protagonistas deixam de ser tão inertes. vivendo só de olhares e amores. Ganham vida e graça. O que faz com que as atuações de Kristen Stewart e Robert Pattinson melhorem também, principalmente a do galã. E vale contar que Bella suspira muito menos neste filme, eliminando um dos trejeitos mais irritantes da personagem. Mais leve, sem precisar se preocupar tanto com Bella, agora mais forte que ele, Edward também consegue ser um homem mais sensual e engraçado - além de um pai exemplar.


Basicamente, todos estão plasticamente mais bonitos, devido à combinação da boa maquiagem com a ótima fotografia - já vista nos primeiros filmes, mas aprimorada neste. Nas atuações, destacam-se o ótimo Michael Sheen (de "A Rainha"), como Aro, e o assustador Rami Malek, como o excêntrico Benjamin.

Claro que a produção está longe de não ter defeitos. O primeiro é tecnologia usada para fazer com que o bebê Renesmee já tivesse as feições parecidas com as da atriz Mackenzie Foy, que iria interpretá-la quando maior. Os efeitos especiais são mal calculados. Olhar para o bebê chega até a ficar estranho. É o típico caso de "menos é mais", sabe? Se eles tivessem optado por apenas escalar um bebê comum, com traços semelhantes aos de Mackenzie, como a cor do cabelo, dos olhos, da pele, ficaria muito melhor.


Outro grande defeito é o erro - comum no cinema norte-americano - na hora de caracterizar personagens brasileiros. As duas índias da Amazônia, Senna e Zafrina, não tem nenhum traço parecido com os tupiniquins. A atriz Judith Shekoni, que interpreta Zafrina, por exemplo, é descendente de africanos, espanhóis e ingleses. E não termina por aí. O índio brasileiro que aparece no final da história é interpretado por JD Pardo, americano nascido na Califórnia. Era só uma questão de uma pesquisa melhor, de uma caracterização melhor, para evitar que o cinema caísse na risada em todas as aparições do trio.

"Amanhecer - Parte 2" é um bom filme, bem feito e com alterações pertinentes em relação ao livro. Poderia ser melhor se a história fosse melhor. Mas há quem goste - como é o meu caso. Apesar de uma das minhas partes prediletas não fazer parte do filme.


Ao final do filme, durante os créditos, há uma homenagem a todos os atores que participaram da saga completa. Além de ser muito bem feita, emociona aqueles que acompanharam a série toda e que já se sentem abandonados com o fim dela.

Ainda bem que não me sentirei tão órfã assim. Tenho a nova saga, também duvidosa, "Cinquenta Tons de Cinza", para me concentrar. Baseada na série "Crepúsculo", a história também vai virar filme em breve. E já têm uma fã aguardando ansiosamente.
"Amanhecer - Parte 2" é o melhor da série. E também pode agradar aos não-iniciados "Amanhecer - Parte 2" é o melhor da série. E também pode agradar aos não-iniciados Reviewed by Mayara Munhoz on 12:40 Rating: 5

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