Anna Kendrick mostra ainda mais talento no divertido "A Escolha Perfeita"

Sempre é muito complicado escrever sobre filmes de que gosto muito. Principalmente quando o filme em questão não é sucesso de bilheteria e nem candidato ao Oscar. O fato é que me encantei com este filme, assisti quatro vezes no mesmo final de semana e já tenho toda a trilha sonora no meu iPod. Estou falando de, “A Escolha Perfeita” (“Pitch Perfect”).

A história é simples: Beca (Anna Kendrick) quer ser um DJ em Los Angeles, mas seu pai é contra e a obrigada a frequentar uma faculdade – a mesma em que ele é professor. Para provar que consegue fazer amigos e se misturar, ela faz audição para entrar no grupo The Barden Bellas. As Bellas são um grupo de meninas que participam de competições de canto à capela – sem nenhum instrumento, só com o uso da boca. Ao mesmo tempo em que ela se integra e se adapta às meninas do grupo, ela conhece melhor seu parceiro de estágio Jesse (Skylar Astin), que também é cantor à capela, mas de um grupo rival, os The Treblemakers (trocadilho com troublemakers, causadores de problemas, em inglês).

Sim, previsível. Mas muito legal, apesar de algumas momentos desnecessariamente escatológicos. A melhor maneira de se assistir a “A Escolha Perfeita” é entender o que o roteiro demanda: poucas pretensões. O filme conta uma história de amor engraçada, com momentos quase perfeitos, boas atuações e, claro, com muita música.

A famosa busca pelo título nacional de canto, que aparece em tantos filmes, e as disputas entre os grupos são os principais destaques. A trilha sonora é quase toda baseada em pop, mas com sucessos que vão de "Since U Been Gone", da Kelly Clarkson, "Party in the USA", da Miley Cyrus, até “Don't You (Forget About Me)”, do Simple Minds, eternizada pelo clássico filme “Clube dos Cinco", de John Hughes.


Além das ótimas músicas e performances, a interpretação dos atores também merece destaque. O casal principal Anna Kendrick e Skylar Astin são a cereja do bolo, claro. Ele, conhecido nos palcos da Broadway, além de muito bonito, tem um carisma incrível e faz qualquer garota – inclusive a difícil Beca, suspirar quando canta. Anna Kendrick está cada dia se destacando mais. A primeira vez que reparei na atriz foi por causa do Diego Iwata – parceiro de blog – que sempre foi fã dela. Anna brilha em "Amor sem Escalas", pelo qual foi indicada ao Oscar. E personifica, sem muita força, uma garota dos sonhos em "50%".  Só depois disso é que fui perceber que ela era a Jessica de “Crepúsculo”.

Passei, então a reparar bastante em suas atuações e me tornei fã. Simpática, leve e com uma beleza diferente, Anna acerta em todos – ou quase todos os seus papéis. Com Beca não é diferente. Apesar de, no início do filme, ela parecer um tanto arrogante e “gótica” demais, aos poucos vamos percebendo que ela é uma adorável menina que tem um grande sonho.


Mas não podemos esquecer do restante do elenco. Ao lado de Beca, no grupo feminino, estão Chloe, Aubrey e Fat Amy. As três são sensacionais. Aubrey é a líder do grupo que vive em uma década musical diferente, Chloe é a melhor amiga de Aubrey que não parece ter voz própria e Fat Amy é um caso à parte. Ela é interpreta pela nova queridinha das comédias americanas, a atriz Rebel Wilson, de “Quatro Amigas e um Casamento” e “Missão Marinha de Casamento”. Desde seu primeiro segundo em cena, ela arranca risadas. E permanece fazendo isso até o final. Aubrey é interpreta pela bela Anna Camp, de “Histórias Cruzadas”, e Chloe por Brittany Snow (de “Todas Contra John” e “Hairspray”). Do lado dos homens, destaque para Ben Platt, que é Benji, amigo de Jesse, e Adam DeVine, o engraçado líder do grupo masculino, o convencido Bumper.

Em meio a todo esse núcleo jovem, dois grandes nomes do cinema são peças fundamentais – apesar de aparecem pouco no longa – para elevar a qualidade do filme. Elizabeth Banks e John Michael Higgins são os comentaristas das competições de cantos responsáveis pelas melhores e mais hilárias frases de todo o filme. Com autorização para improvisar, ficou bem claro, que em alguns momentos, foi quase impossível que eles segurassem as risadas. Elizabeth, aliás, é também uma das produtoras de “A Escolha Perfeita”, já disponível em DVD aqui no Brasil.


Depois de tudo isso, ficou óbvio que o longa não se encaixa na categoria “Melhor Filme” em nenhum prêmio, além do meu ranking pessoal. Se bem que, talvez, ele não seja mesmo tão ruim. O meu parceiro aqui – e na vida real – Diego também gostou. E ele costuma ser bem seletivo em relação a filmes e eu sempre falho nas tentativas de fazê-lo assistir aos meus filmes bobos. Então, livre-se de qualquer preconceito, sente no seu sofá e se prepare para uma boa comédia musical com sucessos que todo mundo ama e que prometem não sair da sua cabeça tão cedo.
Anna Kendrick mostra ainda mais talento no divertido "A Escolha Perfeita" Anna Kendrick mostra ainda mais talento no divertido "A Escolha Perfeita" Reviewed by Mayara Munhoz on 14:46 Rating: 5

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