“Clube de Compras Dallas”: o auge de Matthew McConaughey

"Matthew McConaughey, considerado por muitos como um ator que só sabe fazer o mesmo tipo de papel, acaba de ganhar um Globo de Ouro e é cotado para o Oscar. Queria registrar que sempre gostei dele.” Esse foi meu post no Facebook em 13 de janeiro, noite do Globo de Ouro.

E é verdade.

Sempre gostei do Matthew McConaughey, mesmo por que gosto de comédias românticas açucaradas, como “Minhas Adoráveis Ex-Namoradas” “Como Perder um Homem em 10 dias”. Nos últimos anos, o ator tem conseguido se destacar, como em “Killer Joe” e “Magic Mike”. Mas, nada se compara ao Matthew McConaughey que vemos em “Clube de Compras Dallas” (Dallas Buyers Club).

1980, Dallas, Estados Unidos da América. De uma lado, o início da epidemia de AIDS nos EUA quando a doença ainda era associada apenas à homossexualidade e a drogas injetáveis. Do outro, cowboys machões e preconceituosos. Entre eles está o eletricista Ron Woodroof, que vive de dar pequenos golpes e sair com o maior número de mulheres diferentes. Sem nenhum objetivo de vida, Woodroof vê seu mundo virar de ponta cabeça após descobrir que só tem mais 30 dias de vida.

Um novo homem nasce: um que resolve lutar pela vida e precisa aprender a conviver com o preconceito dos antigos amigos que acreditam que ele contraiu o HIV por ser homossexual. Por trás disso, o público acompanha o surgimento do "clube de compra" onde os portadores de AIDS desamparados pelo governo e pelo FDA, órgão responsável por testes e liberação de novos medicamentos, podem comprar remédios ilegais. É a criação dos famosos coquetéis de drogas, usados até os dias de hoje no tratamento da doença.

O filme, dirigido por Jean-Marc Vallée, não é uma obra-prima e até por isso, acredito que não tem chances de levar o Oscar de Melhor Filme. Mas conta uma história real, envolvente e muito bem trabalhada. É válido dizer que a produção precisa ser elogiada. Depois de inúmeras tentativas e algumas desistências, o filme só foi produzido com a ajuda do próprio McConaughey, que financiou boa parte dos custos de “Clube de Compras Dallas”. 



Mas acredito que o longa não saia de "mãos abanando" na noite de 2 de março. As atuações são o ponto alto do filme. Além de McConaughey, considerado o favorito para o Oscar de Melhor Ator, Jared Leto (que estava há cinco anos sem atuar) também tem grandes chances de ganhar o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante. Ambos já foram premiados no Globo de Ouro. Jennifer Garner também marca presença com a ótima Dra. Eve Saks. “Clube de Compras Dallas” ainda recebeu mais três indicações: Melhor Roteiro Original, Melhor Edição e Melhor Maquiagem.

Os dois personagens, de Matthew e de Leto, conquistam a simpatia do público. O travesti Rayon, personagem de Leto, é apaixonante. Os dois atores, aliás, passaram por mudanças significativas na forma física para seus papéis: Matthew perdeu cerca de 22 quilos e Jared 14. A magreza de ambos é chocante. Acima de tudo, “Clube de Compras Dallas” consegue tratar de um assunto relativamente complicado, em uma época cheia de preconceitos, de uma maneira leve e bem humorada.
“Clube de Compras Dallas”: o auge de Matthew McConaughey “Clube de Compras Dallas”: o auge de Matthew McConaughey Reviewed by Mayara Munhoz on 22:42 Rating: 5

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