“Caçadores de Obras-Primas”: Bom trabalho de Clooney traz heróis improváveis da 2ª Guerra

Você sabe o que George Clooney e Matt Damon estavam fazendo na terça-feira, 18 de fevereiro de 2014? Eles estavam na Casa Branca, residência do presidente dos Estados Unidos, acompanhados do próprio Barack Obama, para a exibição de “Caçadores de Obras-Primas” (The Monuments Men). O filme dirigido e estrelado por Clooney estreou em 14 de fevereiro nas salas brasileiras.

Frank Stokes (Clooney, de "Os Descendentes") é um especialista em arte que consegue uma autorização do presidente Franklin D. Roosevelt para enviar um grupo à Europa para recuperar obras de artes roubas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Ele reúne conservadores, galeristas e artistas um tanto quanto “diferentes” dos padrões de soldados que embarcam para a guerra.

A bela e interessante história é baseada no livro homônimo de Robert M. Edsel e Bret Witter e, confesso que eu não sabia que algo assim tinha acontecido durante a Segunda Guerra. Nós aprendemos várias coisas sobre essas épocas na escola e até em outros filmes do gênero, mas nunca tinha visto algo sobre obras de arte. O pensamento proposto no inicio do filme é algo a se pensar: o que acontece com as obras de arte que não são cuidadas e protegidas dos bombardeios e roubos durantes os conflitos? Como preservar a história e impedir que peças de artistas, como Da Vinci, Picasso e Michelangelo, despareçam e as futuras gerações não tenham conhecimento dessa parte da história?

Além de Clooney, o grupo é composto por James Granger (Matt Damon, de "Compramos um Zoológico"), Richard Campbell (Bill Murray), Walter Garfield (John Goodman, de "Argo"), Jean Claude Clermont (Jean Dujardin, de "O Artista"), Donald Jeffries (Hugh Bonneville), Preston Savitz (Bob Balaban), e, integrado por último e pela necessidade de alguém que falasse alemão, o jovem Sam Epstein (Dimitri Leonidas). Cate Blanchett ("Blue Jasmine") também tem uma grande participação no filme como Claire Simone, curadora do museu Jeu De Paume, em Paris.


O elenco é completo e competente. Cate mostra mais uma vez a mulher forte que existe dentro dela e que ela consegue passar com tanta facilidade para os seus papéis. Sua personagem sofre por causa da guerra, por causa da perda de um irmão, mas, acima de tudo, é apaixonada pelo seu trabalho e pelas obras de artes em geral.

Clooney e Damon refazem a parceria de sucesso da trilogia de “11 Homens e um Segredo”. Os dois estão ótimos, com destaque para o diretor, que assume uma postura dura digna de um comandante de uma missão tão desafiadora. Durante o desenrolar da missão, o grupo é dividido entre várias localizações e duas duplas se destacam. Bill Murray e Bob Balaban se completam em cena. É uma delícia vê-los juntos. John Goodman e Jean Dujardin também agradam e muito. A dupla emociona e diverte na medida certa.


George Clooney acerta em sua sexta vez por trás das câmeras. “Caçados de Obras-Primas” não é um concorrente ao Oscar e nem tinha pretensão de ser – tanto que Clooney pediu para a data de lançamento ser atrasada em alguns dias para uma melhoria na qualidade dos efeitos especiais perdendo o prazo para ter alguma chance nas premiações de início do ano.

“Caçadores de Obras-Primas” é uma comédia e é um drama. Mas, acima de tudo, é um bom filme que celebra a história do mundo e a beleza das coisas que estão por trás – e que, muitas vezes, são esquecidas – durante guerras e conflitos.
“Caçadores de Obras-Primas”: Bom trabalho de Clooney traz heróis improváveis da 2ª Guerra “Caçadores de Obras-Primas”: Bom trabalho de Clooney traz heróis improváveis da 2ª Guerra Reviewed by Mayara Munhoz on 12:34 Rating: 5

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