Mesmo sem ápice dramático, 'Tudo e Todas as Coisas' conquista e agrada

Caraca, será que eu ainda sei escrever sobre filmes? Espero que sim, pois a ideia é retornar (de verdade!) com as publicações aqui no Cinestrela. E para reestrear escolhi falar sobre um filme que vi essa semana e simplesmente adorei: Tudo e Todas as Coisas (Everything, Everything).

Eu preciso dizer algumas coisas importantes antes de começar a dar a minha opinião sobre o filme: primeiro, eu não li o livro, logo não consigo avaliar a adaptação; e, segundo, eu sou fã de filmes água com açúcar e não é difícil me agradar.

Mesmo assim, Tudo e Todas as Coisas deixa a desejar. Acredito que ficamos mal acostumados com os últimos filmes feitos na mesma linha de doenças/mortes mescladas com histórias românticas, como A Culpa É das Estrelas e Como Eu Era Antes de Você.

Na história, Maddy (Amandla Stenberg) é uma menina de 18 anos que convive com uma doença rara desde que nasceu. Por conta disso, ela nunca saiu de casa e só convive com três pessoas - sua mãe, a enfermeira e a filha dela. Tudo muda quando o jovem Olly (Nick Robinson) se muda para a casa ao lado e se encanta imediatamente pela garota. Os dois iniciam uma amizade online, que vira rapidamente um amor e faz Maddy repensar a maneira que é obrigada a viver.

Apesar de uma bom enredo, com potencial para derramar lágrimas, a trama não chega a esse ápice em nenhum momento. Nem mesmo no final, que, aliás, obviamente não vou dar spoilers, mas li em diversos lugares pessoas dizendo que foi previsível. Preciso dizer: eu não imaginei em momento algum e fui pega de surpresa. Mesmo assim, não foi o suficiente para me emocionar ao ponto de chorar.

A dupla de atores protagonista é bem competente. Amandla, que viveu a pequena Rue em Jogos Vorazes, consegue equilibrar bem a conformidade de ter que viver a vida que lhe foi imposta pela doença com o desejo insaciável de viver - tanto em sua imaginação quanto em sua relação com Olly. Já Nick não tem muito espaço para mostrar uma grande atuação - seu personagem é um príncipe perfeito demais, com um toque até de "bom demais para ser verdade".


Pauline (Anika Noni Rose), mãe de Maddy, aparece pouco, mas o suficiente para não te fazer gostar dela. A atriz, já bem mais experiente, vai bem. Destaque aqui para Carla (Ana de la Reguera), a enfermeira, que atua de maneira brilhante. A relação dela com Maddy é muito bonita.

Por fim, duas coisas que me agradaram muito: a casa de Maddy, que é dos sonhos de tão linda; e as cenas imaginárias das conversas online dela com o Olly, além da participação do astronauta. A metáfora é boa: ela sempre pensa em um astronauta, pois se sente como um preso fora da Terra.

Voltando, então, ao que disse lá no começo, o filme pode não ter a mesma intensidade que os exemplos citados, mas consegue prender a atenção. É gostoso, tem uma trilha sonora incrível, diverte e, com certeza, te deixará com uma boa sensação ao término. Aprovado!

Mesmo sem ápice dramático, 'Tudo e Todas as Coisas' conquista e agrada Mesmo sem ápice dramático, 'Tudo e Todas as Coisas' conquista e agrada Reviewed by Mayara Munhoz on 20:32 Rating: 5

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